quarta-feira, 26 de agosto de 2009

turning point

Isto de trabalhar por trabalhar tem de acabar! É o que me digo a mim própria desde o início do ano. Ando rendida às evidências, mas nem por isso satisfeita. Dois dias antes de entrar de férias (estas tão desejadas férias!) fui informada de que a empresa para quem trabalho perdeu o projecto, mas que os nossos postos estão garantidos. Basta rescindirmos com a actual empresa e assinarmos novo contrato com a empresa contratada a partir de Setembro. Cheira a esturro? Sim. E de que maneira. Mantenho o meu trabalho e todas as "regalias" do meu contrato actual. Mas o que muda verdadeiramente? Nada. Então, dei comigo a pensar: tinha de ser agora (ninguém aproveita verdadeiramente umas férias quando está ansioso a pensar no seu trabalho, a prever mil cenários e a encontrar poucas possibilidades)! E depois de muita ginástica mental penso ainda: mas eu não quero. Se é para ficar na mesma, a fazer o mesmo, a ganhar o mesmo, eu não quero. E se ainda por cima este processo é feito de uma forma em que a exploração laboral atinge o seu expoente máximo então é que não quero mesmo! Ao aceitarmos o novo contrato e rescindirmos com a empresa actual perdemos direitos (como a uma indemnização, por exemplo). O maior grupo privado português, a marca de confiança dos postugueses, o grupo com que os portugueses contam é assim: ah mantêm os vossos postos mas abdicam dos vossos direitos. Desculpem?! Conclusão: para mim Setembro de 2009 é um turning point. Seja como for, é tempo de mudança.

2 comentários:

aldasilva disse...

Isso cheira muito a esturro, mas pode ser que, sendo uma empresa às direitas, consigas ou um bom acordo ou algo menos insatisfatório :s
Boa sorte! *

Daniela disse...

Alda! O esturro não engana... lol Mas isso já são águas passadas. Agora sou uma mulher das Telecomunicações para cllientes empresariais, até é mais fashion :D