segunda-feira, 9 de julho de 2007

aqui dentro


Não têm sabor estas palavras, pois nem sequer são de pensamento.
São de lamúria, de queixa e de tisteza.
São de mim, mas sem o meu odor.
Sem o brilho das ideias que pinto na tela cerebral.
São, assim, um discorrer menos fiel, mais fácil até, do meu descontentamento.
Por isso as abandono aqui. Sem dizer adeus e sem olhar.
A vida é lá fora. É na brisa do vento. Na gota da chuva. Na página de um livro.
No verso daquela nossa música.
Não aqui no descontentamento de um coração que dorme embalado por ideias vazias e acorda com a melodia das palavras fáceis.

sábado, 7 de julho de 2007

uma pequena maravilha

Não são precisas sete. Era uma pequena maravilha se o medo (ridículo) de um ataque terrorista acontecesse no dia de hoje (7-7-2007) em Lisboa.
Senão vejamos: se se tratasse de uma bombinha que aniquilasse somente o interior do Estádio da Luz, estaríamos a falar de um dano menor -que seriam os estragos no estádio, que o Sr. Joe Berardo certamente não se importaria de mandar arranjar já que é tão benfiquista e tão rico; e depois o bem maior de exterminar a maior parte do pessoal da TVI, começando pelo Manuel Luís Goucha e na galinha que apresenta programas com ele e a acabar na Manela e no Moniz. Era limpinho!

les jours tristes




quand je pense a toi.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

as pequenas coisas


(...) Por querer mais do que a vida
sou a sombra do que eu sou
E ao fim não toquei em nada
do que em mim tocou (...)
Ornatos Violeta

Às vezes sinto-me como este Capitão Romance. Sempre a apostar alto e agora a saber que praticamente para nada. É nestes momentos em que o sei que me vem à cabeça tudo o que, 'pequenino' comparado com os meus sonhos, não aproveitei nem tenho aproveitado. Há que repensar.