quinta-feira, 26 de abril de 2007

Le Chat Noir

Le Chat Noir foi um famoso cabaret do século XIX na grande e boémia Montmartre, em Paris. Rodolphe Salis abriu as portas do cabaret a 18 de Novembro de 1881 na 84 Boulevard Rouchechouart. Mais tarde, em 1897, e para desagrado de muitos artistas como Picasso que o procurarm aquando das suas exposições em 1900, Le Chat Noir encerrou as suas portas.
Durante 16 anos o cabaret funcionou ao mesmo tempo como night-club, music hall (com um piano ilegal!) e salão artístico ou para artistas. Na vanguarda da arte parisiense, Le Chat Noir publicava o seu próprio jornal. Esta publicação ganhou muita popularidade e foi aí que o "Salão das Artes Incoerentes", as "Peças nas sombras" e os monólogos cómicos começaram.
De acordo com Salis, Le Chat Noir "é o cabaret mais extraordinário de todo o mundo. Aqui convive-se com os homens mais famosos de Paris e conhece-se gente de todos os cantos do mundo".
Entre os famosos da época associados ao cabaret encontram-se Adolphe Willette, Caran d'Ache, André Gill, Emile Cohl, Paul Bilhaud, Paul Verlaine, Henri Rivière, Claude Debussy, Erik Satie, Charles Cros, Jules Laforgue, Charles Moréas, Albert Samain, Louis Le Cardonnel, Coquelin Cadet, Emile Goudeau, Alphonse Allais, Maurice Rollinat, Maurice Donnay, Armand Masson, Aristide Bruant, Paul Signac, Yvette Guilbert, August Strindberg, and George Auriol.
Espalhadas por todo o mundo há várias versões deste cabaret tais como em St. Petersburg "The Stray Dog", em Barcelona "Els Quatre Gats", ou até mesmo o "Black Cat" cafe na cidade Corfu, Grécia.

Hoje em dia o cabaret é mundialmente conhecido devido ao seu icónico poster, de Théophile-Alexandre Steinlen

terça-feira, 24 de abril de 2007

"Meteram-se com a aldeia errraaaada"


Finalmente um bom filme português. Uma boa comédia, melhor que muito do lixo produzido em Hollywood. Despretencioso, Dot-Com de Luís Galvão Teles é uma crónica de costumes muito bem conseguida.
Não ridiculariza o povo das aldeias, nem o conseguiria com o belo cenário de Águas Altas, capital do plano tecnológico!!! Ri-se, ri-se muito e bem com a disputa da "marca" Águas Altas, com uma multinacional espanhola. Os personagens da aldeia são fantásticos, a começar pelo presidente da junta de freguesia, um luso-brasileiro que adora as câmaras de tv, e a acabar na dona do mini-mercado que transforma qualquer rumor no mais espantoso boato! E mais não digo, porque este é um filme para se ver ;)
Delicioso!