Especta cular, como diz uma certa jovem emigrada em Bremen ;) Esta é para ti Sand*
lolol
Saudade* :p
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Os Contemporâneos - 50 anos Bossa Nova
elsinore

Nenhuma relação é mais íntima do que esta.
Pensar, escrever, ler e assimilar.
Ideias, sentimentos.
Aceitar, contestar, mas sobretudo conhecer.
Conhecimento e Emoção.
Devemos falar, devemos escrever, devemos transmitir.
Benvindos a Elsinore:o lugar onde as palavras nos abraçam e nos fazem pensar, como o poema.
"you are welcome to elsinore "
Entre nós e as palavras há metal fundente
entre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mão e as paredes de Elsinore
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
© 1957, Mário Cesariny
From: Pena Capital
Publisher: Assírio & Alvim, Lisbon, 2004
ISBN: 972-37-0512-5
domingo, 15 de junho de 2008
um ano: silêncio, calma e sombra
Que acontece a uma música,
quando deixa de soar;
e a uma brisa que deixa
de voar,
e a uma luz que se apaga?
Morte, diz: que és tu, senão silêncio,
calma e sombra?
:: Juan Ramón Jiménez ::
quando deixa de soar;
e a uma brisa que deixa
de voar,
e a uma luz que se apaga?
Morte, diz: que és tu, senão silêncio,
calma e sombra?
:: Juan Ramón Jiménez ::
quinta-feira, 12 de junho de 2008
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